Vestibular- Curiosidades

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Vestibular : Curiosidades

Por que o céu é azul?

Quando a luz atravessa um meio, ela é espalhada pelas partículas do meio. Quando o Sol está alto, a sua luz atravessa uma fina camada da atmosfera. Essa camada não é suficientemente espessa para esgotar muito o azul da luz do Sol. No final da tarde, no entanto, a luz do Sol poente incide obliquamente na atmosfera e segue um caminho muito maior no ar. Espalha-se mais o azul, ficando apenas o vermelho.

De acordo com Lord Reyleigh, ele determinou que a potência dispersa é proporcional à quarta potência da freqüência, ou seja, inversamente proporcional à quarta potência do comprimento de onda. Sendo a luz vermelha de comprimento 6500 angstrons e da luz azul de 4500 angstrons a relação entre elas é de 65/45 = 1,44. Elevando à quarta potência, obtemos 4,3. Isto significa que a luz azul se dispersa em torno de 4 vezes mais efetivamente que a luz vermelha. Por isto o céu é azul.

Veja como esta curiosidade caiu no Vestibular do ITA de 1999:

No final de uma tarde de céu límpido, quando o sol está no horizonte, sua cor parece "avermelhada". A melhor explicação para esse belo
fenômeno da natureza é que:

a) o Sol está mais distante da Terra
b) a temperatura do Sol é menor no final da tarde
c) a atmosfera da Terra espalha comprimentos de onda mais curtos, como por exemplo o da luz azul
d) a atmosfera da Terra absorve os comprimentos de onda azul e verde
e) a atmosfera da Terra difrata a luz emitida pelo Sol


Por que a água apaga o fogo?

Logo que a água entre em contato com o objeto em chamas, a água se transforma em vapor. Para transformar a água em vapor, o objeto perde calor. Primeiro o objeto cede calor para a água provocando um aumento em sua temperatura ( denominamos este calor de calor sensível. Para a água é de 1 cal/g C); depois, a água entre em ebulição e se transforma em vapor ( denominamos de calor latente de vaporização. Para a água é de 500 cal/g). Assim, a água acaba esfriando o corpo aquecido. Como o vapor produzido ocupa um espaço centenas de vezes maior em volume do que a água que o produziu, ele envolve o objeto e impede a renovação do ar. Sem o ar a combustão é impossível. Estes processos ocorrem simultaneamente.


Por que os ventos nos fazem sentir mais frio em um dia frio?

A primeira razão por que sentimos mais frio em um dia de vento resulta do fato de que a camada envolvente de ar aquecido pelo corpo é desalojada rapidamente por nova porção de ar. Quanto mais forte o vento, tanto maior a massa de ar que entra em contato com a pele, consequentemente, tanto maior é a quantidade de calor que o corpo perde para o ar. Existe uma outra razão. Nossa pele sempre elimina um pouco de umidade, mesmo quando o ar está frio.
Para transpirarmos, precisamos estar aquecidos. Este aquecimento deriva-se de nosso corpo e da camada envolvente de ar. Quando o ar está parado, a transpiração é lenta, pois a camada de ar adjacente à pele está ainda saturada de camada de vapor - e com ar úmido, a evaporação não é tão intensa. Mas quando o ar circundante está em movimento e novas porções sucessivas entram em contato com a pele, a transpiração não é abundante, requerendo muito calor, que retira do corpo.


Por que a neve é branca?


A neve tem a cor branca pela mesma razão que parece branco o vidro moído e, em geral, todas as substâncias transparentes quando são trituradas. Isto acontece porque os raio de luz, ao penetrarem nos diminutos pedaços de gelo transparentes, não passam através dele, mas se refletem, nos limites das partículas de gelo com o ar (relfexão interna total) e, a superfície que dispersa desordenadamente em todos os sentidos os raios de luz que incidem sobre ela, aparece, para o olho, como branca.

Por que se utiliza o sinal vermelho como sinal de parada de trafego?

Os raios de luz vermelha, como raios de maior comprimento de onda, dispersam-se menos nas partículas suspensas no ar do que as outras cores. Por esta razão, os raios de luz vermelha podem ser vistos a uma distância maior.

Quanto mede seu DNA?

O genoma humano possui 4 x 109 pares de bases. A distância entre pares adjacentes na dupla fita, ou dupla hélice, é de 3,4 Å. Isso é igual a 3,4 x 10-1 nm = 3,4 x 10-4 µm =3,4 x 10-7mm. Portanto, uma célula do corpo de um indivíduo, diplóide (tem duas cópias do genoma), tem 2,72m de DNA. O corpo de um adulto tem 1013 células, o que dá um total de 2,72 x 1010 km (28 bilhões de quilômetros de DNA!).

Onde surgiu o Homo sapiens?

Há duas hipóteses de onde essa espécie teria surgido, a hipótese da monogênese africana e a hipótese multirregional. A primeira sugere que H. sapiens teria surgido unicamente na África, depois espalhou-se e substituiu as outras espécies de hominídeos viventes (sem hibridização). A grande maioria (99,9%) dos pesquisadores aceitam esta teoria. A segunda hipótese (praticamente enterrada) sugere que H. sapiens teria surgido em vários lugares ao mesmo tempo, a partir de espécies arcaicas. Mas para esses pesquisadores, todas as espécies após H. erectus seriam subespécies de H. sapiens. Crânio alto e curto (capacidade de 1400 cm³), presença de queixo, ausência de prognatismo e substituição do torus supraorbital pela arcada superciliar são características desta espécie.

O que é a camada de ozônio?

Devido à alta reatividade, a concentração de ozônio é resultado de um equilíbrio entre a sua produção e destruição, gerando camadas de alta e baixa concentração que atingem níveis máximos numa faixa de 30 Km de altura, chamada Camada de Ozônio. Está situada na estrastosfera, entre 15 e 50 Km , formando um escudo protetor natural da Terra, contra as radiações UV provenientes do Sol. Quando os raios UV incidem sobre uma molécula de ozônio, esta energia extra rompe as ligações entre os átomos, liberando uma molécula de O2 e um átomo de O livre.

O3(g) + hn --> O(g) + O2(g)

Nesta reação demonstramos que o Ozônio é consumido naturalmente como também é produzido na presença de um catalisador, havendo um equilíbrio.


Teorema de Fermat

Proposição feita pelo matemático francês Pierre de Fermat (1601-1665), que desafia os matemáticos desde o seu enunciado, há cerca de 350 anos. Teorema é uma proposição que, para ser considerada matematicamente evidente, precisa ser demonstrada. Junto com Blaise Pascal (1623-1662), Fermat pesquisa a teoria das probabilidades e desenvolve a teoria dos números.

Ele alimenta a dúvida sobre o seu teorema após estudar os números pitagóricos, aqueles para os quais a equação a² + b² = c² é verdadeira, casos de 3, 4 e 5 (exemplo: 9 + 16 = 25). Em 1637, o matemático afirma que a soma de dois números inteiros e positivos, elevados a uma potência n, não pode ser igual a nenhum outro número inteiro e positivo elevado a n se n for um número inteiro maior do que 2. Ou seja, não haveria solução para a equação an + bn = cn, se n for maior do que 2 e se a, b e c forem inteiros e positivos.

Fermat anota, em livro, ter descoberto a prova da equação, mas acrescenta que as margens das páginas são pequenas para contê-la. Desde então, os matemáticos procuram a sua resposta, e a Universidade de Göttingen, na Alemanha, estabelece um prêmio para a sua solução. Andrew Wiles, um matemático inglês que trabalha na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, anuncia, em junho de 1993, ter resolvido o problema. É encontrado um erro na complexa demonstração, que ocupa cerca de 200 páginas, mas Wiles declara, em outubro de 1994, ter corrigido a falha com a ajuda de Richard Lawrence Taylor, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Em maio de 1995, a Universidade de Princeton considera que as mudanças ocorridas encerram a questão.


Cônicas: seções de um cone.

Círculos, parábolas, elipses e hipérboles: todas essas curvas são encontradas a partir de seções de um cone.

Muitas descobertas importantes em Matemática Pura e em Ciência estão relacionadas às seções cônicas. Os gregos clássicos - Arquimedes, Apolônio e outros - estudavam essas belas curvas por puro prazer, como forma de desafio, sem qualquer pensamento em possíveis aplicações. As primeiras aplicações apareceram quase 2.000 anos depois, no início do século XVII. Em 1604, Galileu descobriu que, lançando-se um projétil horizontalmente do topo de uma torre, supondo que a única força atuante fosse a gravidade - isto é, a resistência do ar e outros fatores complicadores são deconsiderados -, sua trajetória será uma parábola. Um dos grandes eventos da história da Astronomia ocorreu alguns anos mais tarde, apenas em 1609, quando Kepler publicou sua descoberta de que a órbita de Marte era uma elipse, lançando a hipótese de que todos os planetas se moveriam em órbitas elíptica. E cerca de 60 anos depois disso, Newton provou matematicamente de que a órbita planetária elíptica é causa e conseqüência de uma lei de atração gravitacional, baseada no inverso do quadrado da distância. Isso levou Newton a formular e publicar (em 1687 ) sua famosa Teoria de Gravitação Universal, para explicar o mecanismo do sistema solar, teoria esta considerada como sendo a maior contribuição feita a ciência por um só homem. Esses desenvolvimentos ocorreram centenas de anos atrás, mas o estudo das seções cônicas não é, ainda hoje, nem um pouco anacrônico. De fato, essas curvas são instrumentos importantes nas explorações espaciais dos dias de hoje, e também nas pesquisas do comportamento de partículas atômicas: os satélites artificiais movem-se em torno da terra em órbitas elípticas e a trajetória de uma partícula alfa movendo-se no campo elétrico de um núcleo atômico é uma hipérbola. Esses exemplos e muitos outros mostram que a importância das seções cônicas, tanto antigamente como atualmente, não pode ser desprezada.